Neuro2009

Cirurgia da Epilepsia - Casuística dos Hospitais da Universidade de Coimbra

Autores1. Flávia Dias, Miguel Carvalho, Rute Teotónio, Sónia Miranda, Catarina Cunha, Isabel Santana, Francisco Belo, Conceição Bento, Francisco Sales, Fernando Gomes

Apresentador Flávia Dias


Serviço Neurocirurgia e Neurologia - HUC
Especialidade Neurocirurgia
Hospital HUC

E-mail anaflavia@iol.pt

Introdução: O tratamento cirúrgico dos doentes com formas de epilepsia refractária está bem estabelecido e tem vindo a assumir uma importância crescente na abordagem terapêutica deste tipo de patologia. Com este trabalho os autores pretendem apresentar os resultados da actividade desenvolvida pela equipa de cirurgia da epilepsia nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Metodologia: Estudo retrospectivo com revisão dos processos hospitalares dos doentes operados entre Janeiro de 1997 e Dezembro de 2007. Avaliação dos resultados para doentes com períodos de seguimento de pelo menos um ano, em função do tipo de Epilepsia, tendo-se considerado três grupos: Epilepsia Temporal Mesial (ETM), Epilepsia Temporal Neocortical (ETN) e Epilepsia Extra-temporal (EXT). Apresentação dos resultados em termos de morbilidade / mortalidade, avaliação neuropsicológica, qualidade de vida e aplicação da escala de Engel.
Resultados: Foram incluídos 134 doentes e 144 cirurgias. Dos doentes operados, 23 foram submetidos a estudo invasivo com cirurgia em dois tempos. Dez doentes foram submetidos a uma re-intervenção (7,5%). Para a globalidade da série a mortalidade foi de 0% e a morbilidade de 11%, principalmente à custa de alterações psicopatológicas no grupo ETM. No final do 1º ano pós-operatório 75% dos doentes do grupo ETM encontrava-se na classe de Engel 1, 79% do grupo ETN encontrava-se na classe de Engel 1 e 60% no grupo EXT.
Conclusões: Os resultados apresentados nesta série de doentes mostram uma eficácia dos procedimentos cirúrgicos que é variável em função do tipo de Epilepsia, sendo superior nas Epilepsias temporais lesionais neocorticais e inferior nas Epilepsias extra-temporais.


Tratando-se evidentemente de casos muito diferentes, implicam abordagens individualizadas.
Discutem-se as abordagens terapêuticas, soluções alternativas, complicações mais frequentes e resultados obtidos.